Às vezes, o maior engano que nós fazemos é pensar que não devemos ter problemas.
Nós pensamos que os problemas são uma maldição, ao invés de pensarmos que nossos problemas até podem ser uma possibilidade de evoluirmos.
Uma maneira de crescermos é termos problemas suficientemente “interessantes” para nos estimular para o uso dos nossos recursos, para encontrar algo em nós que não está a ser estimulado.
Perspectiva, Visão, Escolhas, estas são as 3 chaves para entendermos esse engano.
Ok, com o mal dos outros eu posso bem, dizem já alguns.
Ok, "estratégias" de motivação, dizem já outros.
Mas, afinal porque é que o ramo da humanidade que sobreviveu na pré-história foi o que teve e passou por mais dificuldades de adaptação?
Porque é que o ramo da humanidade que teve que se deslocar mais, lutar mais, utilizar mais a mãos, readaptar-se mais vezes, sobreviveu e o que estava na Europa não sobreviveu?
Num comentário a um post passado, falei da FLEXIBILIDADE, dizia nesse comentário que, o ser com mais flexibilidade tende a vencer dentro do meio o ser que é menos flexível.
Dava o exemplo, do que são capazes de fazer as crianças quando querem alguma coisa, e porque tantos pais caem na esparrela de, porque não são tão flexíveis, ter de dar o que a criança pede.
Depois DESTE, aqui está mais um exemplo extraordinário de um homem que escolheu ver os seus "problemas" de uma forma diferente da que seria de esperar.
Utilizou e organizou os seus recursos Emocionais e Mentais (iguais à partida a qualquer outra pessoa, ele não tem membros, mas tem “coração” e “cabeça”, certo?) de uma maneira tão específica (adaptada a sua situação “específica”) que lhe permitiu montar uma estratégia de vida de forma a atingir um resultado simples, SER FELIZ !
Inspirem-se !
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Esta foi a parte 2/3
AQUI a parte 3/3
AQUI a parte 1/3
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E agora?
Comentários!
Quem se chega à frente...?
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ADENDA ao post, (comentário aos comentários)
Estou a observar que nos vossos comentários (obrigado por eles, o tema não é obvio) a este post, há um ponto comum, é a noção de SUBJECTIVIDADE.
unhas de gel,
amputação de perna,
empate do Benfas,
guerras e conquistas,
amuos pessoais,
visão “oriental”,
tempestade em copo de água ou será em piscina de 50 metros,
quem tem problemas sérios é quem está de pé, caí e se tem de levantar ou quem apenas não quer cair e cai,
quem tem problemas “mesmo grandes” (??), “acaba sempre por os superar”… alguns inspirando os outros ao sucesso pelo que lutaram exemplarmente independentemente do resultado final, outros superam porque se suicidam, o problema também fica resolvido depois do suicídio… ou não?
pessimismo versus optimismo,
impossible is nothing ou tudo …
adaptação e flexibilidade
De facto, o nosso amigo do vídeo, o Nick Vujicic chama a atenção no vídeo 2/3 para a palavra PERSPECTIVA, a querida Vani escreve que tudo são faces da mesma moeda.
Não há tamanho grande ou pequeno, tudo depende dos nossos sentidos e das nossas fotografias da “coisa”, o que vemos, como vemos, o que sentimos, como sentimos, quais são os nossos estados emocionais perante a situação em causa.
São alguns destes pontos, a tomada de consciência deles, que vão definir como se vai dimensionar o ” problema”, a situação.
Um optimista diminui a situação se ela for má, tira-lhe um foto muito pequenina, e coloca-a num local onde ele é menos percepcionada e aumenta-a de tamanho se ela for boa, um pessimista fará o contrário.
Ambos estão seguros que estão a ver “o problema“ na dimensão “correcta”, muitos pensarão mesmo que é a única forma de ver a situação, que não há outra.
Deixem-me agora lançar esta ideia;
não penso que o importante seja dimensionar o problema nem mesmo se o resolvemos bem ou mal, após um tempo outros problemas virão e nós vamos ter de novo avaliações subjectivas, tentem tomar consciência do que se aprendeu e o que vamos fazer a seguir, qual é a acção imediacta, o Nick chama-lhe "passo bebé", aquele que é "só dar", impossivel falhar.
No vídeo, o Nick explicou como foi dimensionado o seu problema, “tragédia” diziam todos, “não poderá ser autónomo” diziam os médicos, poderá mesmo ser colocada a possibilidade de não o deixar nascer assim, abortar, talvez…
Nada, nada disto contribuiu para o que o Nick é hoje, nada !
Foi ele que definiu (e vai definindo) a sua visão de onde queria chegar e é ele que está a escolher os seus caminhos.
Foi ele que aprendeu o que fazer a seguir ao problema e fazer dele a tal oportunidade que a certa altura o faz dizer “foi bom isto ter acontecido” !
Todos têm a noção da força deste pensamento?
Acham que é teatro?
Ele no vídeo 1/3 quebra o gelo da audiência, o choque visual, com teatro, com circo talvez, mas… depois faz-nos ver que a sua "parte física" também tem o seu lado lúdico e que contribui para melhorar o seu lado emocional, porque não?
Também ganha a consciência que não é a única pessoa do mundo que vive aquela situação, coloca a hipótese de poder replicar as experiencia boas dos outros e também ele ter como resultado as mesmas coisas positivas.
Ele mesmo dá o seu exemplo, ele diz , olhem para mim, vejam com actuo (ele finge que corre a simular os passos bebé), façam o mesmo e provavelmente terão resultados semelhantes.
Nick viaja pelo mundo a dar conferencias, a avisar os mais distraídos que não há alternativa à felicidade, ou se há não deve ser algo muito interessante… , milhares de pessoas criam com ele uma RELAÇÂO emocional exemplar o que permite comparar os seus comportamentos pessoais com os dele, independentemente de “os problemas” serem maiores ou mais pequenos, isso é como todos nós já concluímos, SUBJECTIVO, depende da PERSPECTIVA, mas observando o que fazem de diferente do Nick e que não dá os resultados esperados, aprendem assim a “copiar” certos comportamentos dele e tentam obter os mesmos resultados.
Imaginem que o filme não era o do Nick mas sim o do Michel Jordan que coloquei num post da semana passada.
O que muda?
NADA!
Quem tem a visão, o Objectivo de que quer ser o maior basquetebolista do mundo provavelmente vai estar atento ao que fez na vida o M. Jordan e tentar copiar o mais possível para que tenha resultados semelhantes aos que ele teve.
Ou o vídeo era do melhor Padeiro do mundo, e eu quero ser o melhor Padeiro da minha aldeia ou do meu pais ou do mundo, quero saber como é que ele faz o pão, mas também como é que ele ganhou o prazer que tem a fazer aquele pão, que experiencias teve o Padeiro em pequeno para que lhe tenha dado o click e o fez fazer um pão que é o melhor do mundo (apesar de isso ser também subjectivo, mas na minha avaliação é o melhor do mundo).
O que é que ele sente ao cheirar o pão e o que eu sinto e vejo ao ver e sentir na boca o pão desse Padeiro…
Talvez ele acorde já convencido que é "o melhor" e que o seu pão é o resultado de ele ser o melhor Padeiro, não sei, mas vou-lhe perguntar…!
O que o Nick me ensinou é a tamanha LIBERDADE que está do meu lado para fazer o que sonho, para chegar ao ponto que ele chegou, a independência das minhas decisões perante o exterior e o ambiente, o meio.
Eu sou o unico responsável pelos meus actos e escolhas e por isso sou o responsável pelas suas consequências.
Por fim, e talvez o mais importante, a sua generosidade, a dádiva, a contribuição que ele dá ao mundo, a quem o quer ouvir.
Sim, quem olha para ele vê o que lhe falta mas não vê o que ele tem a mais e pode partilhar, e ainda, os seus planos para o futuro, e a linguagem não verbal, o que ele não disse mas eu vi.
Eu vi um homem muito feliz, sinceramente feliz.
E vocês ?
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