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domingo, 14 de setembro de 2008

CONHECES A PALAVRA CORAÇÃO ?

Era uma vez uma menina que tinha cinco tranças lindas e se chamava Ynari. Ela gostava muito de passear perto da sua aldeia, ver o campo, ouvir os passarinhos, e sentar-se junto à margem do rio.
Certa tarde, já o Sol se punha, Ynari ouviu um barulho. Não eram os peixes a saltar na água, não era o cágado que às vezes lhe fazia companhia, nem era um passarinho verde. Do capim alto saiu um homem muito pequenino com um sorriso muito grande. E embora ele não fosse do tamanho dos homens da aldeia de Ynari, ela não se assustou.
O homem muito pequenino andava devagarinho e devagarinho se aproximou.
– Olá! – cumprimentou.
– Olá – respondeu Ynari, receando que estivesse a falar alto de mais para o tamanho do ouvido do homem muito pequenino. – Desculpa, mas não sei o teu nome...
– Eu também não sei o meu nome... – desculpou-se o homem muito pequenino. –
Mas chamam-me homem pequenino.
– Ah, está bem... – sorriu Ynari, enquanto se deitava na relva para ficar mais perto dele.
– Eu tenho um nome só, quer dizer, uma só palavra: chamo-me Ynari.
– Ynari é um nome muito bonito – o homem pequenino sentou-se, ficando, assim, ainda mais pequeno.
– Posso fazer uma pergunta, homem muito pequenino?
– Podes fazer muitas perguntas.
– De onde vens?
– Venho da minha aldeia, que fica mais para cima, junto à nascente do rio.
– E lá, na tua aldeia, são todos pequeninos?
– Sim, somos todos mais pequenos que vocês, quer dizer, depende daquilo que entendemos por «pequeno». Não achas?
– Nunca tinha pensado nisso. Sempre pensei que uma coisa menor fosse uma coisa pequena...

– Pode não ser assim... Conheces a palavra «coração»?


Palavras escritas por: ondjaki

SORTE

Há momentos e acontecimentos tão fortes que moldam a nossa vida.
Eu tenho a sorte de já ter tido uma boa meia dúzia!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

SENTIDO DE OPORTUNIDADE

Nunca tiveram um amigo ou conhecido que tivesse um especial dom para a falta de sentido oportunidade?

Daqueles que quando abrem a boca, mesmo sem quererem sai asneira ou entra mosca …

Hoje mesmo num restaurante chegou o “garçon” e perguntou: Deseja agua com gás ou sem gás ao que eu respondi, como sempre, com gás por favor. Resposta: Com gás não temos pode ser sem?
Uffff …… apeteceu-me mandá-lo meter a garrafa no ……


PARA OS "PITOSGAS", CLICAR NOS CARTOON ... ELES CRESCEM !







quinta-feira, 11 de setembro de 2008

ELAS COMPLICAM OU É MESMO EXIGÊNCIA ?

Gaja1 - Ai gaja! não sei que lhe faça?
Gaja2 - Depende daquilo que procuras. O que é que te apetece agora?
Gaja1 - Apetece-me alguém que me encontre.
Gaja2 - Gaja, isso é complicado. Para procurares alguém assim tens mesmo que querer. Mas de verdade mesmo. Tens que estar preparada para isso.
Gaja1 - Ai gaja! Isso dito dessa forma até dói. Eu sei disso, mas tenho que pensar bem.
Gaja2 - Não tem que doer. Tens é que saber o que queres.
Gaja1 - Agora, vou é dar-lhe um toque e depois logo se vê.

No dia seguinte

Gaja2 - Então? Encontrou-te?
Gaja1 - Com 20 anos ainda tive que lhe ensinar o caminho.
Gaja2 - ahahahhahaha!!!!!!
Gaja3 - Vocês são passadas da cabeça. Até podiam alinhar os homens todos do mundo na muralha da China e nenhum servia.
Gaja2 - E que mal tem sermos exigentes e procurarmos no outro aquilo que temos para lhe dar?
Gaja3 - Não tem mal nenhum mas corres o risco de nunca encontrar.
Gaja2 - Já pensaste que a chave pode estar aí? Já pensaste que a felicidade e o desafio pode ser esse? De estar toda uma vida a procurar.
Gaja1 - Vocês são muito complicadas. Vamos é beber um Beirão ver se isso já vos passa.


Este texto foi escrito por Madalena Palma.
Publicado em PNETmulher - crónicas de M.P. em 11-09-08


Nunca tanto como hoje se ouve este tipo de diálogos.
Há alguns anos dizia-se que os homens não queriam compromissos e que a mulher nunca era a mulher certa ... hoje este tipo de comportamento deixou de ser exclusivo dos homens e é agora também muito feminino.
O que me leva a escrever isto é que eu acho que os motivos que levam as mulheres a este tipo de atitude é bem mais inteligente do que os motivos que levam os homens a atitudes semelhantes.
Nunca ouvi um homem dizer: Porque me hei-de contentar com isto se posso ter melhor?

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

OUVIDOS MOUCOS ... ?

"Se a comunicação surge na convergência de todos os sentidos, será que estamos isentos de sentir aquilo que ouvimos... ou apenas ouvimos aquilo que queremos sentir?"
.
Interessante pergunta retirada de um blog, por aí ... perto de sí ...
.
Há respostas ??

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

ESPALHEM A NOTÍCIA ...

Espalhem a notícia
do mistério da delícia
desse ventre
espalhem a notícia do que é quente
e se parece
com o que é firme e com o que é vago
esse ventre que eu afago
que eu bebia de um só trago
se pudesse

Divulguem o encanto
o ventre de que canto
que hoje toco
a pele onde à tardinha desemboco
tão cansado
esse ventre vagabundo
que foi rente e foi fecundo
que eu bebia até ao fundo
saciado

Eu fui ao fim do mundo
eu vou ao fundo de mim
vou ao fundo do mar
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher bonita

A terra tremeu ontem
não mais do que anteontem
pressenti-o
o ventre de que falo como um rio
transbordou
e o tremor que anunciava
era fogo e era lava
era a terra que abalava
no que sou

Depois de entre os escombros
ergueram-se dois ombros
num murmúrio
e o sol, como é costume, foi um augúrio
de bonança
sãos e salvos, felizmente
e como o riso vem ao ventre
assim veio de repente
uma criança

Eu fui ao fim do mundo
eu vou ao fundo de mim
vou ao fundo do mar
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher

Falei-vos desse ventre
quem quiser que acrescente
da sua lavra
que a bom entendedor meia palavra
basta, é só
adivinhar o que há mais
os segredos dos locais
que no fundo são iguais
em todos nós

Eu fui ao fim do mundo
eu vou ao fundo do mim
vou ao fundo do mar
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher

SERGIO GODINHO

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

VARIAÇÕES INCONTORNÁVEIS

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens...que ser assim?...

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

A.Variações

DE ALGUEM QUE ESCREVE BEM DE OUTRO LADO ...

Por estes dias, atarefado entre coisas que não se podem adiar, perguntaram-me em que dia deixei eu de acreditar no amor.
Curiosa pergunta esta.
Implicada de curiosidade e de pena a jovem deitada e nua, achou por bem fazer uma pergunta desta largura quando o meu corpo já pedia para me sair de cá de dentro e ir embora.
Quem se julgam as pessoas que acreditam no amor?
Quem lhes deu o direito de ter pena de quem não “O” conhece?
Embrulhei-me ainda mais nas coisas que não se podem adiar.
Comprar cigarros, manteiga, uma lâmpada, e uma garrafa de scotch porque não ando em tempos que querer ficar sozinho.
Ela, pulando da jovialidade de todos os direitos, pensava que a intimidade era um sexo brando, feito para durar apenas o tempo que se merece.
A pobre!
Como sempre nada respondi.
Escondi as palavras atrás de um esgar trocista e levantei-me da cama ainda empapada em dois corpos.
Detesto falar de amor depois do sexo.
Dá-me vontade de desaparecer.
Houve tempos em que adormecia, pensava-me apaixonado, hoje já não chega, tenho mesmo de desaparecer.
“Telefonas a perguntar se podes passar por cá, dizes-me boa tarde, entras dentro de mim e depois desapareces sem responder a uma simples pergunta.
Pergunto-me se alguma vez aqui estiveste?!”
Acho piada à impertinência.
Nada do que me diz me faz mudar de opinião, mas diverte-me esta forma de estar que faz depender de uma resposta, todo um futuro… crê que existe um futuro.
E eu preocupado com as horas a que fecha o supermercado e a tabacaria da esquina.
Porque não se preocupa ela em não fantasiar tanto.
Era muito mais simples.
Para quê trazer o amor para a cama em que só queremos o prazer.
“Tens medo ou não sabes?”
Tentou aliviar-me o sacrifício enquanto uma após outra, eu vestia as peças de roupa que uma hora antes estorvavam.
E eu a pensar que as horas tinham passado rápido demais.
Podia prescindir da manteiga, até da luz, mas depois de tudo isto necessitava mesmo dos cigarros e da garrafa“Custa-te tanto assim responder?”
Sei que a deixei sentada no seu trono, meio surpresa pela falta de sons.
“Pelo menos dorme comigo!”
E saí!
Há muito tempo que não tinha assim uma frase tão bonita para começar um texto.
“Pelo menos dorme comigo!”.
Quinze dias depois encontrei-a no corredor onde nos vimos pela primeira vez.
Falou-me como se nada se tivesse passado, entre dentes sussurrou-me que tinha mandado o marido embora, se eu quisesse passar por lá…
Ela percebeu que não se leva o amor para a cama onde se faz sexo, e se dorme!


Este texto foi escrito por VITOR (aqui)
Faz bem passar por ESSE LADO ONDE ESCREVES