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terça-feira, 1 de setembro de 2009

O INSUSTENTÁVEL PESO DOS NUMEROS . . .














A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha chamou, há já alguns meses, a atenção para alguns números que me fizeram arrepios. Este relatório fez-me, mais uma vez pensar no quanto é importante a ajuda de todos, na denúncia e tomada de atitudes para alterar este tipo de situações.

Várias vezes evoquei aqui a seguinte fábula;
Era uma vez um Beija-Flor que fugia de um incêndio juntamente com todos os animais de uma floresta. Só que o Beija-Flor fazia uma coisa diferente: apanhava gotas de água de um lago e atirava-as para o fogo. Um outro animal, intrigado, perguntou:- "Beija-Flor, achas que vais apagar o incêndio com estas gotas?"- "Com certeza que não", respondeu o Beija-Flor, “mas estou a fazer a minha parte".

Pois é, se o Lontrices serve tantas vezes para brincar, também deverá servir para apagar incêndios nem que seja numa ínfima parte, através de fotografias e notícias, denunciar e dar a conhecer algumas situações, comportamentos e modelos errados para o desenvolvimento económico – social ou até ambiental.
É pouco, muito pouco, mas é alguma coisa.

Segundo o referido relatório, existem 2.600 milhões de pessoas (cerca de 40% da população mundial) que vive com menos de 2$ por dia.
50.000 pessoas por dia morrem como resultado directo e indirecto da pobreza.

250 milhões de pessoas são afectadas em cada ano por catástrofes naturais relacionadas com o clima e 98% dessas pessoas pertencem a países em desenvolvimento ou em vias de desenvolvimento.

Neste momento 1.000 milhões de pessoas vivem em bairros pobres que rodeiam grandes cidades e estima-se que em 2030 sejam 4.000 milhões, na altura, cerca de 60% da população mundial.

Quase 1.000 milhões de pessoas têm fome neste momento, e a cada dia que passa morrem 16.000 crianças com fome ou de causas relacionadas com a má nutrição.
1 CRIANÇA MORRE EM CADA 5 SEGUNDOS.

2.600 milhões de pessoas não têm saneamento básico adequado e também por isso nos últimos 10 anos morreram mais crianças devido a diarreias do que a soma de todos os mortos resultantes de todos os conflitos armados desde 1946.
Todos os anos a malária afecta 500 milhões de pessoas sendo que morrem POR DIA devido à malária cerca de 3.000 CRIANÇAS.
Hoje, há no mundo, 42 milhões de pessoas contaminadas com SIDA e morrem 8.000 por dia, sendo as crianças de África as mais afectadas.
Estes números, e o seu peso, obrigam-nos a contribuir para mudar os modelos de “desenvolvimento” em vigor, temos de encontrar novos formas de energia limpa, utilizar a água de uma forma mais racional e aceitar uma distribuição das populações com mais humanismo e menos xenofobia.


Se não fizermos ,TODOS, um esforço nesse sentido corremos o risco de sermos arrastados por uma vaga de destruição que nos fará perder muito do que já foi conquistado, diz o apelo feito pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha.
Luís Barbosa, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, finaliza um artigo dizendo: Este é o nosso mundo, discuti-lo, imaginando-o diferente, é que nos faz falta. É a humanidade que o exige.


Eu acrescentaria, que não basta imagina-lo diferente, temos que fazer um mundo diferente todos os dias. Temos que denunciar e ter comportamentos coerentes com esta vontade e educar os nossos filhos e os nossos jovens de uma forma diferente e inteligente.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

OH,... FAZ FAVOR... VOU DEVOLVER AINDA ESTÁ DENTRO DO PRAZO DE VALIDADE...!!!








(sim, há fotografias que custam bem mais a ver mas na vida não é tudo bonito, pois não?)

A devolução de crianças e adolescentes pelas famílias que as adoptam é uma realidade mais comum do que se pensa, embora a adopção seja, penso eu, um procedimento irrevogável perante a Justiça.

Algumas dezenas foram devolvidas nos últimos 4 anos, fala-se em 70 ou 80 crianças.
O número é chocante mas bastaria apenas uma para me deixar preocupado.

Os profissionais envolvidos no processo de adopção têm de identificar nos candidatos a pais alguns factores de risco que sinalizem a possibilidade de ocorrer uma futura devolução estes números têm de baixar imediatamente, evidentemente não passa pela cabeça de ninguém forçar os pais adoptivos a ficarem com a criança sem o total empenho e vontade.

Não levanto juízos de valor sobre os pais e os seus motivos, certamente existem, nem sobre os técnicos e as suas competências, mas quando me deparo com esta situação indiferente também não consigo ficar.

Há técnicos que levantam pelo menos 2 hipóteses para o desencadear deste drama.
A primeira é a dificuldade de os pais inserirem no próprio imaginário a criança adoptada na condição de filho.
A segunda é a “fantasia da devolução” isto é: só podemos devolver aquilo que não nos pertence.
No caso de um filho biológico é como se a criança 'pertencesse' aos pais. Então, ela não pode ser 'devolvida', mas sim abandonada.
O mesmo não ocorre com uma criança adoptada, pois ela poderá ser devolvida ou para a família biológica ou para a tutela do Estado.

É difícil imaginar o sentimento de perda de uma criança que de novo se vê sozinha e em alguns casos, ainda mais grave, crianças que são abandonadas pela segunda ou terceira vez.

Várias vezes evoquei aqui a seguinte fábula;
Era uma vez um Beija-Flor que fugia de um incêndio juntamente com todos os animais de uma floresta.
Só que o Beija-Flor fazia uma coisa diferente: apanhava gotas de água de um lago e atirava-as para o fogo.
Um outro animal, intrigado, perguntou:
- "Beija-Flor, achas que vais apagar o incêndio com estas gotas?"
- "Com certeza que não", respondeu o Beija-Flor , "mas estou a fazer a minha parte".

Pois é, se o Lontrices serve tantas vezes para brincar também deverá servir para apagar incêndios nem que seja numa ínfima parte.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

HUMAN TOUCH




Era uma vez um Beija-Flor que fugia de um incêndio juntamente com todos os animais de uma floresta.

Só que o Beija-Flor fazia uma coisa diferente: apanhava gotas de água de um lago e atirava-as para o fogo.

Um outro animal, intrigado, perguntou:

- "Beija-Flor, achas que vais apagar o incêndio com estas gotas?"
- "Com certeza que não", respondeu o Beija-Flor , "mas estou a fazer a minha parte".


(Fábula do Beija – Flor)







Fotos: w.p.p. , reuters, web

"É melhor tentar e falhar, que preocupar-se e ver a vida passar.
É melhor tentar, ainda que em vão, que sentar-se, nada fazendo até ao final.
Eu prefiro caminhar na chuva, que em dias tristes esconder-me em casa.
Prefiro ser feliz, embora louco, que viver conformado."

Martin Luther King