segunda-feira, 18 de maio de 2009

BRINCADEIRAS POSSÍVEIS...






HÁ, À SEGUNDA FEIRA






domingo, 17 de maio de 2009

UM PONTO DE LUZ PARA A GUAPA...



Ponto de Luz
Escutando no vento
Tua voz secreta
Que me sopra por dentro
Deixe-me ser só ser
No teu colo eu me entrego
Para que me nutras
E me envolvas
Deixa-me ser só ser
Um ponto de luz
Que me seduz
Aceso na alma
Um ponto de luz
Que me conduz
Aceso na alma
Por trás dessa nuvem
Ardendo no céu
O fogo do sol rai
Eternamente quente
Liberta-me a mente
Liberta-me a mente
Um ponto de luz
Que me seduz
Aceso na alma
Um ponto de luz
Que me seduz
Aceso na alma

NU DOMINGO

foto : sternchen

sábado, 16 de maio de 2009

GRANDES ORQUESTRAS ao SÁBADO

GLENN MILLER E TOMMY DORSEY



Chattanooga Choo Choo - Glenn Miller Orchestra
Aqui com Tex Banneke, Paula Kelly e The Modornaires
Este filme é o Sun Valley Serenade de 1941, Chattanooga Choo Choo ficou desde logo no 1º lugar do Billboard Best Sellers chart durante 9 semanas.




Marie - Tommy Dorsey
Do filme "The Fabulous Dorseys" (1947) com Janet Blair.



sexta-feira, 15 de maio de 2009

UFFF... FIM DE SEMANA

E voltou o UFFF... fim de semana no Lontrices...

Hoje, mais à noite, há Jazz em Matosinhos, mas o dia começou ao som, bem alto por sinal, desta guitarra (ao 2,45 min. não resisto em subir ao máximo os decibeis... ) e desta voz !
THE PROS AND CONS OF HITCHHIKING - do Rogério das Águas.

O fim de semana talvez acabe na companhia de Anjos e de Demónios...


I DREAM...








I dream of rain
I dream of gardens in the desert sand
I wake in vain
I dream of love as time runs through my hand

I dream of fire
Those dreams that tie two hearts that will never die
And near the flames
The shadows play in the shape of the mans desire

I dream of rain
I lift my gaze to empty skies above
I close my eyes
The rare perfume is the sweet intoxication of love

I dream of rain
I dream of gardens in the desert sand
I wake in vain
I dream of love as time runs through my hand

quinta-feira, 14 de maio de 2009

QUEM PEDE DESCULPA AO MUNDO...



quarta-feira, 13 de maio de 2009

VALORES PONDERADOS...

foto : paulo

Como muitas vezes, no carro, depois de pegar o Lontro na escola… a viagem nunca é um silêncio, ele vem com a adrenalina toda.

Ele - Pai, dá-me um brinquedo…
Eu – Lucas, tens muitos eu não posso estar sempre a dar-te prendas.
Ele - Porquê…? Vá lá, vamos ao Toys ar’us, ainda está de dia, a loja está aberta! (merda, este argumento que usei no Inverno já não funciona…)
Eu - Lucas como já te tenho dito eu não tenho dinheiro para te estar a dar prendas dessa maneira, a vida não é assim… não podemos ter sempre o que queremos! (ele está farto de ouvir esta frase, porque será que faz sempre aquela cara de quem a ouve pela 1ª vez…?!?!)
Ele - Não…!?
Eu - Não, eu também tenho que ter dinheiro para o teu colégio, para a comida e para a tua roupinha, o dinheiro custa a ganhar e tem de dar para tudo, entendes Lucas?
Ele - Sim…
Eu - Pois!
Ele - Pai, a escola é importante porque eu brinco lá com os meu amigos e com a Ritinha…, a comida é importante porque eu fico forte para lutar com o Pedro e com o Vasco…
pai…, eu ando sempre muito bem vestidinho, não podes trocar alguma roupa por um brinquedo no Toys ar’us…?
Eu – Hãããã ….


terça-feira, 12 de maio de 2009

MARIANNE....










The more passive and undemonstrative he was, the more she wanted to do violence to him. She dreamed of forcing his will, but how could one force a man’s will? Since she could not tempt him by her presence, how could she make him desire her?

She wished that he would fall asleep and she could have a chance to caress him, and that he would take her while he was half-conscious, half-asleep. Or she wished that he would enter the studio while she was dressing and that the sight of her body would arouse him.

Once when she expected him, she tried leaving the door ajar while she was dressing, but he looked away and took up a book.

He was impossible to arouse except by gazing on him. And Marianne was by now in a frenzy of desire for him. The drawing was coming to an end. She knew every part of his body, the color of his skin, so golden and light, every shape of his muscles and, above all, the constantly erect sex, smooth, polished, firm, tempting.

She would approach him to arrange a piece of white cardboard near him that would cast a whiter reflection or more shadows on his body. Then finally she lost control of herself and fell on her knees before the erect sex. She did not touch it, but merely looked and murmured, “How beautiful it is!”

At this he was visibly affected. His whole sex became more rigid with pleasure. She kneeled very near it—it was almost within reach of her mouth—but again only said “How beautiful it is!”

Since he did not move, she came closer, her lips parted slightly, and delicately, very delicately, she touched the tip of his sex with her tongue. He did not move away. He was still watching her face and the way her tongue flicked out caressingly to touch the tip of his sex.
She licked it gently, with the delicacy of a cat, then she inserted a small portion of it in her mouth and closed her lips around it. It was quivering.

She restrained herself from doing more, for fear of encountering resistance. And when she stopped, he did not encourage her to continue. He seemed content. Marianne felt that that was all she should ask of him. She sprang to her feet and returned to her work. Inwardly she was in a turmoil. Violent images passed before her eyes. She was remembering penny movies she had seen once in Paris, of figures rolling on the grass, hands fumbling, white pants being opened by eager hands, caresses, caresses, and pleasure making the bodies curl and undulate, pleasure running over their skins like water, causing them to undulate as the wave of pleasure caught their bellies or hips, or as it ran up their spine or down their legs.

But she controlled herself with the intuitive knowledge a woman has about the tastes of the man she desires. He remained entranced, his sex erect, his body at times shivering slightly, as if pleasure coursed through it at the memory of her mouth parting to touch the smooth penis.

The day after this episode Marianne repeated her worshipful pose, her ecstasy at the beauty of his sex. Again she kneeled and prayed to this strange phallus which demanded only admiration. Again she licked it so neatly and vibrantly, sending shivers of pleasure up from the sex into his body, again she kissed it, enclosing it in her lips like some marvelous fruit, and again he trembled. Then, to her amazement, a tiny drop of a milky-white, salty substance dissolved in her mouth, the precursor of desire, and she increased her pressure and the movements of her tongue.

When she saw that he was dissolved with pleasure, she stopped, divining that perhaps if she deprived him now he might make a gesture towards fulfillment. At first he made no motion. His sex was quivering, and he was tormented with desire, then suddenly she was amazed to see his hand moving towards his sex as if he were going to satisfy himself.

Marianne grew desperate. She pushed his hand away, took his sex into her mouth again, and with her two hands she encircled his sexual parts, caressed him and absorbed him until he came.
He leaned over with gratitude, tenderness, and murmured, “You are the first woman, the first woman, the first woman …”

Marianne - From 'Delta of Venus' by Anais Nin

segunda-feira, 11 de maio de 2009

HÁ, À SEGUNDA FEIRA







MAIS UM...

Era eu um pequenito e entrava no estádio ao colo do meu pai.
Naquela altura ainda não havia torniquetes e rampas bastava pegar ao colo e a entrada era "directa", mais tarde eu entrava com o meu pé e o meu pai colocava a sua mão no meu ombro e dizia ao porteiro; é meu filho...
e lá entrava eu no antigo estádio das Antas e quando digo antigo é mesmo antigo, com pista de cinza e sem a bancada Este.
Nesses anos estacionava-se na praça Velásquez (Francisco de Sá Carneiro), almoçava-se no restaurante Vitória, os jogos eram ao domingo à tarde com luz natural e apanhava-se chuva ou sol à fartasana. Nas enchentes ficava-se de pé, o estádio metia 90000 e no lugar de um estavam dois, muitas vezes via meio campo, via para o lado que estava virado…
Lembro-me do Pavão, do Murça, Gabriel, Tibi, lembro-me do 1º jogo do Gomes, lembro-me do Cubillas e do Seninho, lembro-me do golo metido na baliza do Damas pelo apanha bolas lembro-me de ver o Chalana a espetar um golão quase do meio campo e lembro-me de tantas outras coisas que só se viam dantes, aos domingos à tarde e quando o futebol era só futebol .

Foi já como sócio menor e atleta da natação que em 1978 vi a equipa do Pedroto ganhar o campeonato ao fim de 19 anos de seca, foi o Barreirense a vítima e apanhou 4 secos.
Lembro-me como se fosse hoje que no fim desse jogo de 1978 o meu pai me disse;
aproveita a festa que podes ter que esperar mais 20 anos…

Ele estava enganado e bem enganado pois nos anos seguintes vi o Porto ser muitas vezes campeão nacional, também europeu e mundial.
Só nos últimos 20 anos foi campeão 14 vezes e até fui à Alemanha ver o Porto ser campeão europeu!

Porque sou Portista ? Simples, é um clube da minha terra!

domingo, 10 de maio de 2009

NU DOMINGO




sábado, 9 de maio de 2009

GRANDES ORQUESTRAS ao SÁBADO

HARRY JAMES





com o Sax de Willie Smith e a voz de Helen Forrest

As grandes orquestras sempre me fascinaram.

Ainda hoje ouço com um prazer absoluto Glenn Miller, Tommy Dorsey, Benny Goodman ou o herói de hoje aqui no Lontrices, o Harry James.

Ao sábado vou dar entradas de vídeos dessas orquestras e dos seus maiores sucessos, espero que gostem.

WAKE UP, WAKE UP DEAD MAN



Jesus, Jesus help me
I'm alone in this world
And a fucked up world it is too
Tell me, tell me the story
The one about eternity
And the way it's all gonna be

Wake up, wake up dead man
Wake up, wake up dead man

Jesus, I'm waiting here boss
I know you're looking out for us
But maybe your hands aren't free
Your father, He made the world in seven
He's in charge of heaven
Will you put in a word in for me

Wake up, wake up dead man
Wake up, wake up dead man

Listen to your words they'll tell you what to do
Listen over the rhythm that's confusing you
Listen to the reed in the saxophone
Listen over the hum of the radio
Listen over sounds of blades in rotation
Listen through the traffic and circulation
Listen as hope and peace try to rhyme
Listen over marching bands playing out their time

Wake up, wake up dead man
Wake up, wake up dead man

Jesus, were you just around the corner
Did You think to try and warn her
Or are you working on something new
If there's an order in all of this disorder
Is it like a tape recorder
Can we rewind it just once more

U2

No disco UNDERCOVERS de Maria João e Mário Laginha há uma versão notável desta canção.


quinta-feira, 7 de maio de 2009

UMA QUESTÃO DE QUIMICA...




Hoje de manhã no café, dois catraios de liceu falavam de algo sobre química.
Pois química foi daquelas disciplinas que sempre me deu vontade de nem ir às aulas, nunca fui muito de acertar as equações, elas desde há milhões de anos que se acertam sozinhas e sem a ajuda do ser humano ou seja nunca entendi porque nos deveríamos meter nesse assunto …, voltando à vaca fria, a certa altura ouço na mesa contígua à minha um dos catraios a contar:

- Ela disse-me que não há química pá e por isso não dava para andar comigo!

Engoli mais um golo de café para ter a certeza que estava acordando e enquanto olhava fixamente para a torrada veio da boca do outro mais uma pérola:

- Oh meu, essa merda da química é coisa de gaja, a tipas agora até dão valor ao cheiro e depois dizem que é química, fodasse pá!

O primeiro, com uma cara de desconsolado e de carneiro mal morto diz:

- E não é normal essa do cheiro? Não me digas que gostavas de uma gaja com mau cheiro na cona?

A esta altura, com o café já bebido e com a certeza que estava acordado começava a ficar preocupado com aquelas criaturas. Eis que, mesmo antes de eu pegar na torrada chega a cereja no topo do bolo desta conversa de especialistas de gajas;

- Mas por acaso achas que a minha pichota tem nariz…? Fodasse manda essa merda do cheiro e da química a tromba da gaja e arranja outra!

Sem dúvida…, hoje é que se entende de amor e sexo, eu sou de outra geração, da geração que ainda acertava as equações nas aulas de química…
Levantei-me, fui pagar ao balcão e fui pela rua a comer a torrada e a pensar, a pensar muito…..

ISSO É AMOR, E DESSE AMOR SE MORRE...








Se se morre de amor! — Não, não se morre,
Quando é fascínio que nos surpreende
De ruidoso sarau entre festejos;
Quando luzes, calor, orquestra e flores
Assomos de prazer nos raiam n’alma,
Que embelezada e solta em tal ambiente
No que ouve, e no que vê prazer alcança!
Simpáticas feições, cintura breve,
Graciosa postura, porte airoso,
Uma fita, uma flor entre os cabelos,
Um quê mal definido, acaso podem
Num engano d’amor arrebatar-nos.
Mas isso amor não é; isso é delírio,
Devaneio, ilusão, que se esvaece
Ao som final da orquestra, ao derradeiro
Clarão, que as luzes no morrer despedem:
Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,
D’amor igual ninguém sucumbe à perda.
Amor é vida; é ter constantemente
Alma, sentidos, coração — abertos
Ao grande, ao belo; é ser capaz d’extremos,
D’altas virtudes, é capaz de crimes!
Compr’ender o infinito, a imensidade,
E a natureza e Deus; gostar dos campos,
D’aves, flores, murmúrios solitários;
Buscar tristeza, a soledade, o ermo,
E ter o coração em riso e festa;
E à branda festa, ao riso da nossa alma
Fontes de pranto intercalar sem custo;
Conhecer o prazer e a desventura
No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto
O ditoso, o misérrimo dos entes:
Isso é amor, e desse amor se morre!
Amar, e não saber, não ter coragem
Para dizer que amor que em nós sentimos;
Temer qu’olhos profanos nos devassem
O templo, onde a melhor porção da vida
Se concentra; onde avaros recatamos
Essa fonte de amor, esses tesouros
Inesgotáveis, d’ilusões floridas;
Sentir, sem que se veja, a quem se adora.
Compr’ender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!
Se tal paixão enfim transborda,
Se tem na terra o galardão devido
Em recíproco afeto; e unidas, uma,
Dois seres, duas vidas se procuram,
Entendem-se, confundem-se e penetram
Juntas — em puro céu d’êxtasis puros:
Se logo a mão do fado as torna estranhas,
Se os duplica e separa, quando unidos
A mesma vida circulava em ambos;
Que será do que fica, e do que longe
Serve às borrascas de ludíbrio e escárnio?
Pode o raio num píncaro caindo,
Torná-lo dois, e o mar correr entre ambos;
Pode rachar o tronco levantado
E dois cimos depois verem-se erguidos,
Sinais mostrando da aliança antiga;
Dois corações porém, que juntos batem,
Que juntos vivem, — se os separam, morrem;
Ou se entre o próprio estrago inda vegetam,
Se aparência de vida, em mal, conservam,
Ânsias cruas resumem do proscrito,
Que busca achar no berço a sepultura!
Esse, que sobrevive à própria ruína,
Ao seu viver do coração, — às gratas
Ilusões, quando em leito solitário,
Entre as sombras da noite, em larga insónia,
Devaneiando, a futurar venturas,
Mostra-se e brinca a apetecida imagem;
Esse, que à dor tamanha não sucumbe,
Inveja a quem na sepultura encontra
Dos males seus o desejado termo!

poema : gonçalves dias

quarta-feira, 6 de maio de 2009

SONHAR DE DIA ...




O meu Lontrinho ao contrário de mim com a idade dele e não tendo irmãos passa a maior parte do tempo a brincar sozinho.
Sozinho não!!
Quem o ouve sente que com ele estão muitos personagens e a sua capacidade de inventar vozes e criar personalidades é ilimitada.
Estou seguro que a televisão tem um papel enorme nesta forma de brincar e nesta semana com a morte do estimado Vasco Granja lembrei-me do que eu via com a idade dele.
Dei-me conta que a violência que eu censuro nos desenhos animados dos dias de hoje não é superior a que eu via com a idade dele ou seja ver um Transformer a disparar um lazer e fazer em pó um Autobox não é superior à dos filmes de Friz Freleng com Bugs Bunny ou ao Tweety a deixar cair uma bigorna ou um pedra de 5 Ton nas trombas dos inimigos de sempre.
De facto a imaginação e a capacidade de distinguir o real do imaginário tem que existir hoje como existiu no meu tempo.

Um destes dias, no carro quando o fui buscar à escola, lá estava ele no banco de trás a fazer mais uma das suas descrições do dia e a “contar os mortos e feridos” das batalhas desse dia .


Ele - Pai, e eu e o Pedro fizemos … blá blá blá… e murro e …. Tás a ver!
Eu - Ai sim…

Ele - E depois a professora viu e castigou o Miguel porque bateu… e eu não fiz nada … blá blá blá
Eu - Ai sim…

Ele - Pois mas eu fiz… e dei um murro… e desenhei … blá blá blá …e no fim tive prémio… e sou o maior…
Eu - Lucas, está a inventar, estás a dar-me uma tanga… !?!?

Ele – Eh, eh, eh, … Sonhar não custa !!!
Eu - Hhãããã… ?!?! (claro, com cinco anos e com o treino diário…)

ZEBRAS