(curioso porque o ponto mais alto de Copenhaga não tem nem 50 metros de altura e é artificial, feito com detritos da cidade no tempo da guerra mundial e o ponto mais alto da Dinamarca tem 150m de altura...)
Just look at all those hungry mouths we have to feed Take a look at all the suffering we breed So many lonely faces scattered all around Searching for what they need
Is this the world we created?
What did we do it for? Is this the world we invaded Against the law? So it seems in the end Is this what were all living for today? The world that we created
You know that every day a helpless child is born Who needs some loving care inside a happy home Somewhere a wealthy man is sitting on his throne Waiting for life to go by
Is this the world we created?
We made it on our own Is this the world we devastated Right to the bone?
If theres a God in the sky looking down What can he think of what weve done To the world that he created?
Aceito que a pobreza possa ser um dos motivos principais para que existam crianças em dificuldade, em desigualdade de oportunidades. Contudo, quem quer ser honesto tem que aceitar que crenças religiosas, lutas incompreensíveis por territórios, pobreza de espirito dos pais ou simples estupidez e ignorância são motivos mais do que suficientes para adiar os sorrisos.
Acho que neste tema, se todos pedirmos desculpa ao mundo, será pouco…
fotos : l. lemus, e. peres, sossetia, efe, reuters
La pace che sgorga dal cuore e a volte diventa sangue, il tuo amore che a volte mi tocca e poi diventa tragedia la morte qui sulle mie spalle, come un bambino pieno di fame che chiede luce e cammina. Far camminare un bimbo è cosa semplice, tremendo è portare gli uomini verso la pace, essi accontentano la morte per ogni dove, come fosse una bocca da sfamare. Ma tu maestro che ascolti i palpiti di tanti soldati, sai che le bocche della morte sono di cartapesta, più sinuosi dei dolci le labbra intoccabili della donna che t'ama.
La pace, de ALDA MERINI
As primeiras duas fotos são um murro no estômago, ambas ganharam prémios no WPP deste ano.
Na primeira coloco-me na pele daquelas crianças, ali paradas a ver de perto a morte, tristes talvez, mas impressiona-me a aparente passividade e aceitação daquelas caras infantis.
Na segunda foto entra-me pelos olhos dentro a aparente indiferença e alheamento das personagens "figurantes" no teatro da morte diária e, presumo "banal", nas favelas do Brasil.
Como gostava de acreditar que seria possível acabar com os interesses sociais e económicos que permitem e financiam estes dramas.
O Lontrices é um espaço pensado não apenas para mim, sendo ele aberto, gosto de passar uma mensagem, gosto de ter visitas, gosto que comentem, gosto de conhecer pessoas, almas, tenho a esperança de ser visitado por pessoas com mente aberta, capazes de um olhar atento, de valorizarem o que é diferente, de sentirem ternura pelo que é espontâneo, pessoas que tenham sonhos, que acreditem nos seus valores e que saibam qual é o seu Propósito de Vida.
Aquelas que sabem, como escreveu F. Pessoa, que
"por mais que sentisse, sempre me faltou que sentir".
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paulolontro@gmail.com