terça-feira, 4 de agosto de 2009

... E VIVERAM JUNTOS, PARA SEMPRE ...








Como já devem ter reparado, eu gosto de reportagens fotográficas.
A agência Reuters conta-nos essas histórias através de fotografias, de uma forma magistral, aqui vai mais uma.
Fotos:Reuters, Texto:Paulo

Quando, CASAR e viverem juntos para sempre, tem outro significado.

Rabia Safadi, uma mulher de 24 anos sai da aldeia Israelita de Ein Qinya no centro do conflito Israelo-Sírio nos Montes Golan para se casar com o seu noivo, um Sírio de 35 anos, Arin Safadi.

No entanto, devido à ausência de laços diplomáticos e ao clima latente de guerra, entre a Síria e Israel, Rabia teve de assinar um documento pouco tempo antes da sua saída, prescindindo do seu direito de residência e aceitando que não seria autorizada a regressar à sua casa de Israel.

Rabia sabia também que este gesto significaria que não veria a família enquanto essa proibição estivesse em vigor.

Arin e Rabia casaram nesse mesmo dia e foram viver para Jaramana, uma cidade perto de Damasco, na Síria.

13 comentários:

NI disse...

E felizes? Será?

Espero que valha a pena.

N.B - Como deves ter reparado fugi descaradamente ao tema fundamental que estas fotos ilustram porque não há espaço suficiente para eu dizer o que penso sobre o conflito "israelo-árabe".

Bjs

Spirit disse...

Esta reportagem tem muito que se diga...

Juntos... mas sem que ela possa estar com a família.

Juntos... mas proíbidos de viver de um dos lados do conflito.

Juntos... mas tão condicionados que ou o amor é extraordinariamente irreal(tipo filme) ou serão infelizes toda a vida.

vício disse...

e também foram felizes... os outros!

Cris... disse...

Estou com a NI, espero que tenha valido a pena.

Missanguita disse...

Mais valia não terem casado....
Digo eu...

Who Am I disse...

Ao ver estas fotos, lembro-me de uma frase que li algures que era mais ou menos isto:

- e de que devemos prescindir para ser felizes? de absolutamente nada.

Mas, o amor tem razões que a razão desconhece... e há que ser-se positivo e achar que esses loucos das guerras morrem e não deixam frutos.beijinho

leitanita disse...

Nem sei que dizer! Quanto ao que sinto já é outra coisa! Tudo é demasiado absurdo quando se fala desta área.

cantinhodacasa disse...

Para mim foi uma prova de amor, mesmo que esse viver juntos, para sempre, não seja tão realista no mundo actual.
Mas Paulo, gostei do gesto. Gostei das fotos , gostei da reportagem por ti escrita.
Penso que a este união prova que há sempre uma possibilidade de inimigos(?) se conciliarem.
Acredita que gostei do que vi/li.
Beijinho

ianita disse...

Olha... aqui está uma coisa que seguramente eu não faria. Mesmo.

Beijos

paula'maria disse...

que triste...
ainda assim, gosto muito do meu portugalzinho rs

roserouge disse...

Ora aí está uma bonita história de amor. A questão nem é se vai dar certo ou não. É a certeza que eles têm neste momento que foi a melhor coisa a fazer para ficarem juntos. E isto, hoje em dia, é muito raro.

Patrícia disse...

"reportagens fotográficas"... Algo que admiro muito... A força das imagens e a sua autenticidade, são de arrepiar. Existem outras prioridades, mas este tipo de registo fotográfico é algo que me desperta cada vez mais atenção.

Obrigada pela partilha.

LBJ disse...

Olha eu por razões profissionais estive muitas vezes em Israel, infelizmente esses laços acabaram e sei que não voltarei àquele local que gosto tanto, mesmo com toda a guerra.

Não sou de forma alguma um defensor da causa Israelita, mas conheço suficientemente a realidade do terreno para te dizer que a razão já há muito se perdeu para os dois lados, o ódio nunca vai desaparecer, não encontras ninguém de nenhum dos lados que não tenha estado envolvido de alguma forma, quer directamente quer por amigos ou familiares, eu mesmo, da última vez que lá estive quase presenciei um atentado que ocorreu a 50 metros do local de onde estava.

Relativamente a esta situação há detalhes que são importante considerar, primeiro se se tratava de uma cidadã de Israel, não parece ser Judia mas Árabe, o que quer dizer que renuncia a uma pátria e não a uma crença. Porque sabes o que a religião muçulmana obriga a quem se casa com um muçulmano. Segundo, as autoridades Israelitas deram-lhe uma escolha, ela pode sair, pensa se seria possível o contrário e que represálias teria a família que ficava.

Não sou orgulhoso da religião católica onde fui educado, pior a religião hebraica sobretudo a ortodoxia que são um cancro mas a religião muçulmana ainda tem muito que se modernizar.

Sobre o amor, deixo isso para os românticos…