quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

PESSOAS . . .

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29 comentários:

Maçã e Canela disse...

Parte me o coração.

Deviamos criar um blogue, fazer apelos, enviar emails, reunir bens necessários e mandar!

Estas comigo?

Abraço*

Sara disse...

Arrepiante... principalmente quando se pensa que NENHUM de NÒS está livre do mesmo!!!

mãeee disse...

A enormidade da força da Natureza, aliada ao desamparo dos mais fracos e frágeis é arrepiante ...

Paulo Lontro disse...

Maça e Canela,
Se conheces a fábula do beija-flor, que tantas vezes evoco aqui, sabes como penso. Estou nessa!

(Era uma vez um Beija-Flor que fugia de um incêndio juntamente com todos os animais de uma floresta. Só que o Beija-Flor fazia uma coisa diferente: apanhava gotas de água de um lago e atirava-as para o fogo. Um outro animal, intrigado, perguntou:
- "Beija-Flor, achas que vais apagar o incêndio com estas gotas?"
- "Com certeza que não", respondeu o Beija-Flor, “mas estou a fazer a minha parte".)

A AMI, já está em campo, o exército português também, enfermeiros, médicos e técnicos da medicina legal.

Numa primeira fase o que interessa arranjar é, água, comida, medicamentos médicos e socorristas.

Esta primeira fase é claramente de socorro e são os estados que têm que se mover, e rápido!

Mais tarde começa a fase de “pôr em ordem” as “almas” vivas, a fase da reconstrução das obras e das cabeças daquele povo.

Não antevejo facilidades, é um povo muito estranho, fortemente agarrado a crenças terríveis, a magias negras e outras coisas que tais, é um povo ingovernável.

Espero que esta situação sirva, mais tarde, para também se “endireitar” aquelas mentes…

Paulo Lontro disse...

Sara,

Pois não!
As catástrofes não são anticipaveis mas podemo-nos preparar minimamente para elas...

Paulo Lontro disse...

mãeee,

arrepiante... é pouco!
:(

Maria disse...

Sem palavras :(

Ana Camarra disse...

Uma tristeza!
Já não chegava a miséria extrema...

catwoman disse...

a extrema miséria em que vivem não é alheia à sua cultura e à sua ingovernabilidade, mas ver toda esta destruição, a dor e a incrudelidade, naqueles olhares deixa-nos mesmo vontade de ser beija-flores. Ver aquelas crianças feridas a deambular sem sentido por entre escombros, dá-nos vontade de correr e ajudar. Neste momento, no entanto, é como tu dizes: têm que ser os governos a agir primeiro, a preparar o terreno...
bjs.

Luísa disse...

Olá, Paulo!
Obrigada pela visita ao olhardeperto!
Volte sempre, será muito bem recebido!

Este post é-me especialmente dificil de observar...há aimagens que me deixam muito mal...

Beijinho terno, voltarei em melhores momentos!

Paulo Lontro disse...

Maria,

sem palavras e com lágrimas...
:(

Paulo Lontro disse...

Ana,

Estranho país, 90% descendentes de escravos, ligados à magia negra, subjugados pelos espanhois, oferecidos aos franceses, em auto destrição há mais de 200 anos... após um banho de sangue pela libertação.
Já só faltava isto...

Paulo Lontro disse...

Catwoman

São exactamente as crianças que mais me custa ver, sempre imagino o meu filho ali e cuuusssttttaaa muito...

Paulo Lontro disse...

Luísa,

Obrigado.
Volta, aqui no Lontrices há vida, e tal como na vida, há momentos melhores e momentos piores...

As pessoas não são os acontecimentos, na verdade são muito mais o que são após os acontecimentos e a forma como reagem a eles, talvez seja isso que as define.

Um sorriso para ti
:)

ML disse...

dói só de ver. :(

Paulo Lontro disse...

ML,

mas não podemos esconder a cabeça na areia, há gente a sofrer...

leitanita disse...

O Caribe é assim! Tudo é de extremos, de belo e de horroroso! E a convivência do homem com a Natureza pode parecer demasiado estranha para alguém de fora. Será a palavra chave essa da ingovernabilidade?!

História do pescador:
Era uma vez um pescador que levou peixe fresco a um "restaurante" de praia onde estava um europeu. O europeu perguntou-lhe se ele voltava para o mar a pescar mais. Resposta que não. Mas como ainda era cedo o europeu tentou explicar-lhe a lógica de mais peixe pescado, mais poderia vender, mais poderia investir, e poderia comprar um barco maior, poderia dar trabalho a mais pescadores, poderia abastecer o país todo, etc, etc, etc.
O pescador perguntou mas porque razão havia ele de se estafar a pescar?
O outro respondeu-lhe que assim poderia mais tarde ter uma bela vida, bom dinheiro e poderia ir para um paraíso tropical e dormir umas sestas na rede na sombra da bananeira.
A resposta do pescador foi: mas é exactamente isso que eu vou fazer AGORA!!!! Não mais tarde quando for velho.

Paula disse...

Uma verdade dolorosa... só não vê quem não quer!

Só Avulso disse...

É chocante... é tudo tão injusto!
Sem palavras...

dermatologistested disse...

daqui a 15 dias, muito poucos continuaram incomodados, ou a pensar em campanhas de solidariedade... é a natureza humana...pena!

pinguim disse...

Perante isto, questiono tanta coisa, caramba!!!!

Yiskay disse...

...as imagens por vezes dizem tudo...mas desta vez não contam a história nem a metade... TRISTE :(

Paulo Lontro disse...

leitanita,

hummmm....
mensagem interessante,
:)

Paulo Lontro disse...

Paula,

e quem tem interese em não ver?

Paulo Lontro disse...

Só Avulso,

a vida não é perfeita porque os humanos também não o são logo define injustiça.

a terra tem a sua dinâmica, não está morta... somos nos que nos temos que preparar.
Neste caso não tem a ver com a acção humana, a tectónica de placas existe desde sempre e vai moldando a terra.

Paulo Lontro disse...

dermatologistested,

por natureza não sou nada pessimista, eu sou patologicamente optimista logo acho que não vai ser assim !
:)

Paulo Lontro disse...

pinguim,

questiona as pessoas e não os fenómenos naturais.

Paulo Lontro disse...

Yiskay,

"...as imagens por vezes dizem tudo..."

As imagens nunca contam tudo pois não podemos ver o que vai no coração de cada um dos que sofrem...

Miss Kin disse...

Ouvi no dia em que aconteceu, o Nuno Rogeiro dizer que o Haiti era um desastre à espera de acontecer... A natureza acabou por dar uma ajuda.
São imagens tristes, como todas as imagens das tragédias onde os envolvidos, pouco ou nada puderam fazer para preveni-las.