domingo, 27 de dezembro de 2009

POIS . . . "QUE DRAMA" . . .!

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fotos : j.p. sousa

O Governo aprovou ontem (17 Dezembro ) , em Conselho de Ministros, a proposta de lei para permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Finalmente.
Juntamente com o referendo sobre o aborto, esta foi uma das discussões mais aborrecidas que tivemos de suportar.
Ainda bem que isto acabou e dou as boas-vindas aos casais homossexuais ao fascinante mundo do matrimónio.
Próxima etapa: convencer as confissões religiosas tradicionais que uma pessoa também pode amar alguém do mesmo sexo e amar a Deus ao mesmo tempo. Vai ser difícil, mas não desesperem.
O tempo dá sensatez a toda a gente.
Mas antes de conquistar o mundo monoteísta, há ainda outras batalhas a ganhar.
Por exemplo, a adopção, que, embora não perceba por quê, não está incluída no pacote casamenteiro.
O diploma exclui a possibilidade de estes casais poderem adoptar crianças.
É aberrante pensar que o Estado autoriza duas pessoas a contrair os laços do casamento na condição de estarem proibidos de adoptar crianças.
Se ante a lei é um casamento, este deve incluir todos os deveres e direitos, senão não é um casamento.
É uma espécie de associação legal similar a um negócio ou a uma empresa qualquer.
Se eu fosse o deputado Miguel Vale de Almeida, cara visível da comunidade atingida por esta lei, revoltava-me e sugeria que guardassem esta lei nas intimidades dos deputados que a redigiram.
A história da humanidade foi feita com filhos de heterossexuais.
Já tivemos de tudo: boas pessoas, sádicos, místicos, fanáticos, valentes e cobardes.
Quem julgue que um casal homossexual pode criar alguma coisa diferente do que já conhecemos está enganado.
Mas se por acaso um tal casal produzisse um espécime humano diferente, não teria nada contra.
Pior do que tivemos até agora é que é impossível.
Fora isso, tudo bem.

Publicada por Carlos Quevedo, blog O Sr. Comendador.
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ADENDA AO POST
Comentário aos comentários:

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Gostava de saber escrever bonito, mas não sei, por isso aqui vai de uma forma mais grosseira o que penso.

A homofobia (homo=igual, fobia=do Grego φόβος "medo"), é um termo utilizado para identificar o ódio, a aversão ou a discriminação de uma pessoa contra homossexuais e, consequentemente, contra a homossexualidade, e que pode incluir formas subtis, silenciosas e insidiosas de preconceito e discriminação contra homossexuais.

Pois bem, homofóbico eu não sou, como também não tenho medo de Brancos, Vermelhos, Pretos, Manetas, Pernetas, Cegos, Inteligentes, Bonitos, Feios, Gordos ou Magros.

Eu gosto de pessoas!

Eu respeito as crenças e os valores de cada pessoa como se fossem as minhas crenças e os meus valores.

Já aqui no Lontrices fiz post sobre a homofobia, várias vezes, assim como outros fiz, sobre a forma como se enunciam as lutas, luta CONTRA isto e aquilo.

Porquê o CONTRA?

Porquê “ luta contra a fome” e não a “luta pela distribuição de riqueza”?
Porquê “luta contra o cancro” e não “luta pela investigação da cura do cancro”?
Porquê “ luta contra a guerra” e não “luta pela paz e fraternidade”?

Os homossexuais lutam, normalmente esses lutas não são CONTRA a homofobia, se repararem elas são “lutas pela igualdade” , “luta pelo direito a...” ou, ainda mais forte, desfiles Gay PRIDE e, que eu saiba, Pride não quer dizer CONTRA.

Quem sou eu para julgar as “formas” como cada um luta pelos seus valores e crenças, quando não gosto da forma ou do meio utilizado apenas não lhe dou valor, não lhe dou atenção mas, fazer juízos de valor, não sei fazer.

No caso dos homossexuais, posso não gostar de excessos que se vêem nos desfiles, posso não gostar dos exibicionistas, posso mesmo não concordar com algumas das reivindicações.

Também não gosto de ver ideologias de esquerda defenderem “um dia CONTRA (ou SEM) o Berlusconi” (que por acaso está no governo pela 3ª vez porque foi eleito pelo povo num pais democrático) e nunca ver “um dia pela Liberdade no Tibete” ou “um dia pela Liberdade da Sra. Aung San Suu Kyi, na Birmânea” ou ainda “um dia pela Liberdade do povo oprimido por Robert Mugabe no Zimbabwe”, também não gosto de ver os ecologistas ou selvagens fazendo-se passar por eles, a destruir cidades como aconteceu em Copenhaga na semana passada ou os “anti-globalização” a partir montras e incendiar carros nas reuniões do G8.

Seguramente não gosto que uma centena de crianças adoptadas por heterossexuais sejam anualmente “devolvidas” como se fossem “coisas fora de prazo de validade”, não gosto que 380 recém-nascidos de casais heterossexuais fiquem anualmente abandonados nos hospitais de Portugal.

Como podem ver não gosto de muitas coisas, e quando não gosto, dou a minha opinião e a única coisa que espero é “só” que a minha opinião seja respeitada, nada mais, nada menos.

Estou convencido que estas discussões inflamadas sobre os casamentos de homossexuais e até sobre a possibilidade de estes adoptarem é uma perda de tempo e tem como base o equívoco que é pensar que se podem alterar os valores e crenças dos outros em vez de os tentar entender e respeitar.

Apenas estamos a falar de Amor, nada mais!

Cada um tem a sua visão de como quer materializar o amor, eu amo e não vejo vantagem no casamento, não sou casado, isso não quer dizer que é impossível outros pensarem que o casamento é fundamental para a materialização de um amor, que seguramente, não é maior ou menor que aquele que eu vivo.

O facto de os homossexuais quererem ter a possibilidade de adoptar uma criança não garante à partida que essa criança vá ser feliz ou infeliz, não vai garantir que essa criança não vá ter liberdade de escolher os seus valores ou que essa liberdade esteja à partida condicionada, pode ser que sim, pode ser que não, e num casal heterossexual, é diferente ?

Acima de tudo está o facto de não ser garantia que um casal homossexual dê mais ou menos Amor a uma criança sem família do que daria um casal heterossexual, com o sofrimento e abandono que vemos por aí, não nos podemos dar ao “luxo” de desperdiçar amor, carinho e afecto. Alguém discorda?

Eu entendi cada opinião vossa, entendi e respeitei, se não gostam de algo não apoiem, se não se sentem confortáveis a ver certas coisas, não as olhem, se não entendem certas atitudes ou formas de viver a vida tentem compreender, na minha opinião a solução nunca é lutar CONTRA.

Por último, peço que tenham em conta que quando se vê uma pessoa pouco ou nada se sabe sobre ela, não conhecemos os seus valores, não conhecemos o que essa pessoa viveu e como viveu, não conhecemos a forma como foi aculturada, qual foi a sua educação, quais eram ou são os valores e crenças dos seus pais e restante família.

Todos somos diferentes, às vezes, somos muito diferentes!
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28 comentários:

GiGi disse...

Amei as fotos!

É como eu sempre digo: poxa vida, deixem as pessoas se amarem! Homossexualismo já nasce com a pessoa, senão não haveria crianças com traços homossexuais. Tenho certeza disso. Se já nasce, não é opção, não tem como mudar.

Por que então abster-lhes de direitos?

Isandes disse...

bem escrito, claro. mas confesso k tenho algumas reservas quanto à adopção por parte de homossexuais... e não estou a ver tal ser fácil de operacionalizar; se com heteros, já é 1 processo tão moroso...

pinguim disse...

É pena que haja tanta gente a não pensar assim; eu não esperaria uma concordância muito alargada; mas não esperava tanta intolerância e tanta homofobia...
Abraço.

Kiimmy disse...

Grande artigo. Realmente, os homossexuais parece que têm o mundo contra eles...
Mas aos poucos as coisas vão mudando (;

cantinhodacasa disse...

Olá.
Primeiro , adorei a fotos.
Segundo, não sou contra e respeito.
Terceiro, a adopçãp tenho algumas reservas.
Mas é algo difícil para todos.
Quarto, amar a Deus, ter Fé, é acima de tudo respeitarmo-nos e ao nosso semelhante.
Beijinho

spritof disse...

leva tempo... mas um dia... um dia...

Há que ter em conta, por exemplo, o tempo que se levou a dar o direitYo de voto às mulheres, à abolição da escravatura, à diminuição do racismo... enfim... e mesmo assim, nos dias de hoje e nas sociedades ditas mais avançadas, ainda vemos de tudo isso.

É um absurdo... realmente!
Mas é a natureza humana.

Leva tempo... esta coisa das mentalidades...

spritof disse...

Acrescento que... é com campanhas, artigos como estes e falando entre amigos que as coisas vão mudando (este teu artigo é um contributo)... e o contributo mais relevante é o dificil de todos... os homosexuais assumirem sem receios a sua vida tal como é e a gostam de viver... coisa dificil, pelas repercussões que alguns podem ter.

conde disse...

Este é um tema muito curioso e que normalmente me faz urticária. Vou assistindo por ai aos mais eruditos textos e fotos e comentarios e por ai além. Eu acho que não passa de uma moda, no fundo o que a grande maioria pensa é outra coisa qualquer. E a comprovar esta minha teoria é , por exemplo, o recente casamento entre dois tipos em Lisboa, em que os convidados, gente culta e muito práfrente, surgiram de cara tapada por casacos e rejeitaram qualquer comentário para a tv e rádios, havendo poucos que assumissem a sua presença.....lindo e esclarecedor!. Outro exemplo, No Brasil, pais muito á frente nestas questões, um resort todo chique, com malta nova, gente de bem (aquilo afinal éra caro) e culta....doutores e engenheiros e....um casal de gajos gays. Pois toda a gente se afastáva como se aqueles dois tivessem peste bubónica, eram os unicos naquele canto da piscina, eram os unicos naquela mesa, eram os únicos sempre sózinhos. Fazia impressão o ambiente que foi um bocadinho colmatado por nós e outro casal Brasileiro a quem expus a situação. Agora, num almoço de blogers já me chamaram de homófobico, e foi tão ligeira e rápida a acusação que eu nem me refiz a tempo, sincéramente até tive que ir ver ao dicionário, o que é que me estavam a chamar com tanta......certeza. Na verdade, não gosto de ver dois homens aos beijos, arrepia-me mesmo todas as células do meu corpo e olho para o lado enojado, não entendo....não compreendo, mas tambem acho que não me prejudica e acima de tudo, não tenho nada a ver com isso.
Já me apresentaram homossexuais, não sem antes me avisarem ao ouvido......eles vivem juntos....e fiquei a conhecer dois tipos inteligentes e que até agora são boas pessoas, como tantas outras. Uma vez numa praia mais escondida, eu e a minha mulher depois de passar-mos umas rochas , deparámo-nos com um tipo todo nu (do Jet-set) e um outro a tirar fotos, esse outro éra colega da minha mulher (coincidencia!!)e até ficamos um pouco a falar. Àgora que o tema está na berra,são muitas as opiniões categóricas e absolutas os textos bonitos e toda a gente aplaude e aceita e vai de homófobico para trás e para a frente, na prática, no dia a dia a que se vê. Por mim, não acho bem ,não acho mal, prezo muito a liberdade individual, mas sou contra o casamento ( devia de ter outro nome qualquer) e não me parece que a homossexualidade seja uma coisa normal, embora na anormalidade....tenham os seus direitos. E sou gajo para dizer isto....se eu fosse gay, pensava absolutamente a mesma coisa.

conde disse...

A minha referencia ao resort e á gente de bem, porque éra caro...é uma ironia e não uma associação de valores.

Paulo Lontro disse...

A todos,

Gostava de saber escrever bonito, mas não sei, por isso aqui vai de uma forma mais grosseira o que penso.

A homofobia (homo=igual, fobia=do Grego φόβος "medo"), é um termo utilizado para identificar o ódio, a aversão ou a discriminação de uma pessoa contra homossexuais e, consequentemente, contra a homossexualidade, e que pode incluir formas subtis, silenciosas e insidiosas de preconceito e discriminação contra homossexuais.

Pois bem, homofóbico eu não sou, como também não tenho medo de Brancos, Vermelhos, Pretos, Manetas, Pernetas, Cegos, Inteligentes, Bonitos, Feios, Gordos ou Magros.

Eu gosto de pessoas!

Eu respeito as crenças e os valores de cada pessoa como se fossem as minhas crenças e os meus valores.

Já aqui no Lontrices fiz post sobre a homofobia, várias vezes, assim como outros fiz, sobre a forma como se enunciam as lutas, luta CONTRA isto e aquilo.

Porquê o CONTRA?

Porquê “ luta contra a fome” e não a “luta pela distribuição de riqueza”?
Porquê “luta contra o cancro” e não “luta pela investigação da cura do cancro”?
Porquê “ luta contra a guerra” e não “luta pela paz e fraternidade”?

Os homossexuais lutam, normalmente, esses lutas não são CONTRA a homofobia, se repararem elas são “lutas pela igualdade” , “luta pelo direito a...” ou, ainda mais forte, desfiles Gay PRIDE e, que eu saiba, Pride não quer dizer CONTRA.

Quem sou eu para julgar as “formas” como cada um luta pelos seus valores e crenças, quando não gosto da forma ou do meio utilizado apenas não lhe dou valor, não lhe dou atenção mas, fazer juízos de valor, não sei fazer.

No caso dos homossexuais, posso não gostar de excessos que se vêem nos desfiles, posso não gostar dos exibicionistas, posso mesmo não concordar com algumas das reivindicações.

Também não gosto de ver ideologias de esquerda defenderem “um dia CONTRA (ou SEM) o Berlusconi” (que por acaso está no governo pela 3ª vez porque foi eleito pelo povo num pais democrático) e nunca ver “um dia pela Liberdade no Tibete” ou “um dia pela Liberdade da Sra. Aung San Suu Kyi, na Birmânea” ou ainda “um dia pela Liberdade do povo oprimido por Robert Mugabe no Zimbabwe”, também não gosto de ver os ecologistas ou selvagens fazendo-se passar por eles, a destruir cidades como aconteceu em Copenhaga na semana passada ou os “anti-globalização” a partir montras e incendiar carros nas reuniões do G8.

continua...

Paulo Lontro disse...

continuação...

Seguramente não gosto que uma centena de crianças adoptadas por heterossexuais sejam anualmente “devolvidas” como se fossem “coisas fora de prazo de validade”, não gosto que 380 recém-nascidos de casais heterossexuais fiquem anualmente abandonados nos hospitais de Portugal.

Como podem ver não gosto de muitas coisas, e quando não gosto, dou a minha opinião e a única coisa que espero é “só” que a minha opinião seja respeitada, nada mais, nada menos.

Estou convencido que estas discussões inflamadas sobre os casamentos de homossexuais e até sobre a possibilidade de estes adoptarem é uma perda de tempo e tem como base o equívoco que é pensar que se podem alterar os valores e crenças dos outros em vez de os tentar entender e respeitar.

Apenas estamos a falar de Amor, nada mais!

Cada um tem a sua visão de como quer materializar o amor, eu amo e não vejo vantagem no casamento, não sou casado, isso não quer dizer que é impossível outros pensarem que o casamento é fundamental para a materialização de um amor, que seguramente, não é maior ou menor que aquele que eu vivo.

O facto de os homossexuais quererem ter a possibilidade de adoptar uma criança não garante à partida que essa criança vá ser feliz ou infeliz, não vai garantir que essa criança não vá ter liberdade de escolher os seus valores ou que essa liberdade esteja à partida condicionada, pode ser que sim, pode ser que não, e num casal heterossexual, é diferente ?

Acima de tudo está o facto de não ser garantia que um casal homossexual dê mais ou menos Amor a uma criança sem família do que daria um casal heterossexual, com o sofrimento e abandono que vemos por aí, não nos podemos dar ao “luxo” de desperdiçar amor, carinho e afecto. Alguém discorda?

Eu entendi cada opinião vossa, entendi e respeitei, se não gostam de algo não apoiem, se não se sentem confortáveis a ver certas coisas, não as olhem, se não entendem certas atitudes ou formas de viver a vida tentem compreender, na minha opinião a solução nunca é lutar CONTRA.

Por último, peço que tenham em conta que quando se vê uma pessoa pouco ou nada se sabe sobre ela, não conhecemos os seus valores, não conhecemos o que essa pessoa viveu e como viveu, não conhecemos a forma como foi aculturada, qual foi a sua educação, quais eram ou são os valores e crenças dos seus pais e restante família.

Todos somos diferentes, às vezes, somos muito diferentes!

incógnita disse...

Aos poucos as coisas vao se mudando, e há quem vá ficar melhor quando deixar de haver a distinção

Lídia Borges disse...

Só três ideias:

- Que monótono o mundo se tudo fosse amarelo!
- Na diversidade reside a riqueza do homem.
- A tolerância, assunto ainda por aprender.

L.B.

Susana S' disse...

As fotografias estão fantásticas, e acompanhadas de um texto cheio de razão.

Beijinhó

Maggy disse...

concordo plenamente, tem de se mudar a forma de luta, é tudo sempre tão negativo...
sou totalmente a favor do casamento gay, e não percebo o porque de não poderem adoptar, conheço casais hetero que não têm a minima vocação para pais, haverá com toda a certeza gays com muito mais amor e carinho para dar a essas crianças...

foi um ponto de vista...

pinguim disse...

A tua adenda justifica-se e é brilhante como o texto; sobre os comentários, só um destoa e bastante...é pena.
Abraço.

Conde disse...

Não entendo a tua observação ao meu comentário Pinguim. Será muito facil para quem defende a ideia....respeitá-la, eu, não defendo a ideia , mas respeito-a. Parece-me que estou um passo a frente dos que apoiam incodicionalmente e depois escondem a cara com os casacos, h ipócrisia pura.

Paulo Lontro disse...

Pinguim e Conde, Obrigado pelos vossos comentários.

Pinguim, o comentário do Conde destoa porque são poucos os comentários, se tivesse centenas de comentários, seguramente, alguns seriam no mesmo sentido do do Conde que é feito com a serenidade e elegância que eu conheço do Conde, homem, pai e marido fantástico.

Conde, deu-me a ideia que o pinguim apenas estava a realçar o facto de apenas tu estares a dar uma opinião contraria a das pessoas que comentaram e não a lamentar-se pelo conteúdo das tuas palavras. Tudo o que li do pinguim me faz ter a certeza da sua absoluta tolerância e respeito pelas opiniões dos outros.

Aos dois, um abraço.

cantinhodacasa disse...

Olá.
Respeito tudo e todos, e, apesar da educação que tive, um pouco severa e clássica, acho que estou mais ou menos consciente de que cada pessoa segue a vida que entende de acordo com as suas crenças e educação.
Continuo a respeitar todos.
Até porque conheço e convivo com pessoas homossexuais e tenho muita admiração por elas, pessoas, digo eu, que me respeitam e gostam muito de mim.
Sou discreta, são discretos também e isso basta.
Beijinho.

cantinhodacasa disse...

Ah! Esqueci-me de te dizer que gostei do teu longo comentário aos comentários.
És uma pessoa que admiro, não me canso de o dizer.
Falei em ti no Natal, ás minhas sobrinhas, a propósito da Reuters e das fotos que pões no teu blog.

E agora vou de viagem até à capital. Já está na hora de sair de casa.
Beijinho.

Paulo Lontro disse...

Cantinho,

eu sei como pensas!
;)

Obrigado.

K disse...

Eu não diria melhor! O meu aplauso e vénia de admiração! Bem hajas!

pinguim disse...

Amigo Conde (permite que te chame assim, até para desfazer mal entendidos)...
A explicação da minha referência ao teu comentário, em abstracto, já a explicou o Paulo, pois apenas queria referir que era o único comentário que não apoiava o texto.
Sou, e mais uma vez cito o Paulo, totalmente tolerante, pois como detesto a intolerância, mal me ficaria ser um exemplo dela.
E o teu comentário, embora não concorde com ele, obviamente, é educado, correcto e está bem elaborado, num plano objectivo, que respeito.
Abraço e bom ano.

conde disse...

Pinguim,abraço e bom ano.

Paulo Lontro disse...

pinguim e Conde,

Obrigado.
:)

Imperator disse...

olá!

sem lutar contra ou a favor, mas aceitar que duas pessoas têm o direito a ter os Direitos de todas as outras duas pessoas.

pelos vistos a luta continua.

ainda hoje li algures num qualquer fedd de um jornal electrónico que mais de 80 000 assinaram uma petição com o objectivo de levar esta hipótese de casamento a referendo.

por sermos um país tradicionalmente influenciado pela santa madre igreja, acontecem coisas como fazerem tudo por tudo para que uns tenham os mesmos direitos que os outros.

em tempos expliquei a alguém de forma muito simples o porquê do casamento.

se formos a ver, mais facilmente um casal homossexual se quer casar do que um casal heterossexual, estes últimos apanharam a mania de somente juntarem-se.

o problema prende-se, analisando a vida conjugal de um qualquer casal, com o problema sucessório nada mais que isso.

o cônjuge herda os bens do outro cônjuge dentro das regras estabelecidas na lei.

não existindo casamento nem filhos, quem herda o que houver a receber é na prática alguém de fora, os pais, os irmãos, os sobrinhos.

o que é que isto tem a ver com o casamento? tudo! se para o dia a dia, ninguém se precisa de casar, as declarações de IRS podem ser feitas em conjunto, a união de facto para efeitos fiscais está mais que aceite e reconhecida; e para fazer um empréstimo o banco também não se deve preocupar muito. Mas neste caso se ambas as pessoas não comprarem a casa no regime de compropriedade e comprar em nome de um só, em caso de alguma coisa correr mal antes de se assinar um papel em que em nome da lei portuguesa a pessoa é declarada cônjuge de outra... todo o trabalho de equipa, todos os esforços conjuntos para aquela casa vão por água a baixo, o seguro paga o que se dever, mas os legítimos proprietários são os seus legais herdeiros e não quem ao longo de uma vida, curta ou longa, acompanhou o de cujos.

isto para não falar no direito de reforço de pensão.

resumindo todo o nosso sistema jurídico-familiar está projectado para o casamento.

assim duas pessoas que queiram viver juntas e garantir à outra toda uma panóplia de direitos só mesmo pelo casamento.

porque sem casamento e se os herdeiros directos não gostarem do que se ... safou... esse está tramado e arrisca-se facilmente a ir dormir para de baixo da ponte...

acima de tudo o casamento é a única e segura garantia jurídica para a sustentabilidade da vida pós relação.

e claro, onde há um casamento poderá sempre haver um divórcio.

quanto à adopção, esse assunto, diria, já cheira mais que mal!

enquanto os senhores que se arrogam de moralistas acham que institucionalizar crianças, retirando-lhes qualquer hipótese de serem felizes, de receberem tudo aquilo que têm direito de um pai e de uma mãe, ou de dois pais ou de duas mães, pouco importa, enquanto isso para uma série de bestas estiver bem, então significa que ainda há muito para lutar!

enquanto as regras para a adopção não forem mudadas, muita criança irá continuar a sofrer numa qualquer instituição.

Óptimo 2010

Paulo Lontro disse...

Imperador,

Obrigado pelos pensamentos escritos.

Compreendi os argumentos que encontraste, são verdadeiros e infelizmente estão na discussão do dia a dia.

Curiosamente eu sou mais básico, não procuro razões de espécie alguma, para mim as pessoas são todas iguais logo não pode haver nenhuma diferença de tratamento!

Não consigo pensar que o branco seja diferente do amarelo ou do preto, o homossexual seja diferente heterossexual, o gordo do magro, o bonito do feio, o desdentado do sorriso pepsodente, a carapinha do cabelo liso, ….. …… , por muito que tente não consigo entender que os seres humanos não sejam iguais, em tudo.

Não quero saber porque me apaixonei várias vezes por mulheres, gosto mesmo de pensar que poderiam ser homens, é igual, a vida deve ser vivida em plenitude, em boa fé e com saúde física e mental.

Preocupo-me em entender o Propósito de vida de cada um, apoiar as suas intenções, as suas escolhas, acredito que ninguém erra (excluindo a má fé ou o distúrbio mental), todos escolhem a cada momento caminho que acreditam ser mais correcto na direcção das suas necessidades, acredito que cada um de nós poderá, sozinho ou com ajuda, ultrapassar obstáculos e escolher novos caminhos se as suas expectativas não forem atingidas.

Acredito que é fácil ser feliz.
Acredito em tudo isto e não quero condicional quem acredita em outros Valores e em outras Crenças.

:)

Fábio Silva disse...

Descobri por acaso o teu blog, a tua foto de perfil está fantástica. Folhei algumas paginas do teu blog, e deparei-me com o capitulo sobre a homofobia.
Partilho a mesma opinião que tu. O direito de duas pessoas do mesmo sexo terem e assumirem uma relação é algo que lhes é atribuído. Ponto final.
Preciso esclarecer, que apenas comentei este teu post, e não outro qualquer, porque hoje foi promulgada o casamento entre homossexuais.
Dá uma vista de olhos no meu blog, e critica também.
Abraço